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Caça ao Estúpido: Síndrome de Deus

O teu, o meu e o do outro.

A parte estúpida da mente faz-nos desenvolver traços de personalidade, modos de resposta e tipos de relação com os outros, adivinhem…estúpidos!

Como estúpidos que são, acabam por nos causar sofrimento a nós e aos outros. Dessa forma, este título está errado, porque o que ele pretende abordar são as consequências do estúpido e não o próprio. Eu gosto do erro. Gosto do título, por isso vamos aceitar este e iniciar o treino de caça, em nós e nos outros.

Afina a mira e tenta detectar, em ti e/ou nos outros:

sensação que a pessoa tem de se sentir justa, integra e irrepreensível. A pessoa ergue-se à condição portadora de valores éticos e morais que sente como absolutos, universais e imprescindíveis. A expectativa é que os mesmos valores sejam automaticamente partilhados pelos outros. Em relação aos outros a pessoa sente-se melhor, com direito de julgar. O sentido de dever orienta a ideação; caso surjam pensamentos e emoções discrepantes do valor perseguido, estes serão mantidos à distância com um sentido de força e domínio – “sou capaz de controlar os meus impulsos”. Emergem memórias de comportamentos íntegros, fiéis às regras e auto-definidos como altruístas. Neste estado a pessoa selecciona as intenções e os comportamentos dos outros, julgando-os, acusando-os e desprezando-os. As faltas dos outros são lidas como causadas por má vontade ou por falta de valores. É um estado acompanhado por energia e sentido de eficácia. 


Referências & Leituras Adicionais
  • Dimaggio, G. et al. “Psychotherapy Of Personality Disorders Metacognition, States Of Mind And Interpersonal Cycles”